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RSSQuiosques desocupados viram ponto de encontro de drogados e ladrões
População e lojistas reclamam do abandono no Porto de São Raimundo e Shopping Popular
Manaus - Após o gasto de mais de R$ 22 milhões para a revitalização do Porto Hidroviário do São Raimundo, na zona oeste, e a Construção do Shopping Popular no bairro Petrópolis, zona sul, a maioria dos boxes e lojas destinados ao comércio local nunca foi ocupada.
Segundo moradores e comerciantes, com o abandono dos pontos comerciais, arrombamentos e consumo de drogas são comuns nessas áreas. “Atualmente nenhum boxe está funcionando. Quem ocupa eles agora são os ‘noiados’”, afirmou o vendedor José Rodrigues, que há dez anos tem uma banca no local
O vendedor conta, ainda, que quem recebeu permissão da Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH) para trabalhar no local preferiu alugar o ponto para outras pessoas. Segundo ele, com a reforma do Porto, cerca de 60 pessoas, entre vendedores ambulantes e comerciantes que atuavam nas balsas, foram obrigados a sair do local.
O taxista Josué Caldas, que há 25 anos trabalha no ponto de táxi localizado no Porto, conta que com a inauguração da Ponte Rio Negro, os últimos ocupantes dos boxes foram embora. “A realidade é que não tem vendedor porque não tem mais cliente. Dos 26 táxis que atuavam neste ponto, só quatro permanecem”, afirmou.
A SNPH informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que os boxes do Porto do São Raimundo estão fechados devido à transição do segmento de travessia para o de atracação de barcos turísticos na área.
Shopping Popular
Em Petrópolis, das 22 lojas que compõem o Shopping Popular e que poderiam estar gerando renda e empregos, apenas cinco estão funcionando. De acordo com a responsável pela loja de artesanato Suliete Brasil, que já trabalhou em duas outras lojas, recentemente fechadas, no mesmo centro comercial ,a falta de movimento é o principal motivo para o pequeno número de lojas abertas no shopping.
“Já trabalhei em praticamente todas as lojas que abriram aqui, porque os pequenos empresários ganham a licitação e acabam entregando o ponto por falta de clientes”, contou.
Para a sócia de uma loja de conserto de roupas também localizada no shopping, Roseney Guimarães, a burocracia exigida para concorrer a licitação é outro problema que prejudica a ocupação das lojas. “As pessoas têm interesse em abrir uma loja, mas não sabem como”, disse.
Com o pequeno número de lojas abertas e a falta de segurança, os lojistas relatam que alguns pontos já foram arrombados, fato responsável pelo fechamento de uma sorveteria que funcionava no local.
A Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que o maior problema enfrentado pelo órgão para ocupação das lojas é a falta de formalização dos interessados em concorrer a licitação. “Quem apresenta a proposta não tem a documentação necessária”.
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